domingo, 26 de outubro de 2008

Declarações de um boêmio confuso

Desperto agora, olho no relógio e fico pasmo
Ele mostra o horário e são três horas da tarde
Penso ser impossível, derrepente noto ao meu lado
A presença de uma desconhecida, opto por não desperta-la
Levanto e ando vagarosamente, de passos leves
Tentando recordar-me do que sucedeu-se na noite anterior
Mas é em vão, nada, nem um vestigio de memória...
Sinto uma forte vertigem, em meus timpanos sinto as badaladas de mil sinos
Dirijo-me ao banheiro lavo o rosto,
Vou à cozinha pego um garrafa de whisky
Encontro uma carteira de cigarros, pego meu isqueiro
Sento confortavelmente em minha poltrona,
Dou uma tragada no cigarro e tomo um longo gole direto do gargalo
O telefone toca derrepente, é alguém que eu desconheço
Entretanto que fala tão naturalmente comigo que aparenta ser um amigo de infância Talvez há muito esquecido, conta sobre a noite anterior, sobre meus exageiros,
Sobre meus delirantes dialogos, minhas atitudes insanas,
Fico perplexo, porém estou aqui um dia mais próximo da morte,
Decido esquecer de vez o que se procedeu e partir para outra noitada
Vivendo um estilo de vida fatalista,
De maneira junkie, desfrutando intensamente cada momento da minha boêmia.

domingo, 19 de outubro de 2008

Audaciosa interpretação da paixão

A paixão arde como uma chama épica
Dois corpos desejam impetuosamente unificarem-se
A pele que anseia o toque,
As mãos deslizam pelas curvas graciosas dos corpos,
Então o beijo... quando as bocas encontram-se,
Os lábios tocando-se ávidos, o ritmo das batidas aumenta,
A melodia fica mais intensa, a respiração fica ofegante,
Está iniciado o ritual místico que unirá suas almas, corpos e mentes,
Corpos se movimentam de forma harmônica,
Alcançam então o ápice do êxtase,
A fusão se faz e desfaz em um instante
Eles relaxam, um momento de silêncio,
Os dois uniram-se, mesmo que por um breve instante... dois foram um só.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vida oh vida, viva-a

Vago pela noite só, pacientemente almejando assim então compreender
Por que não percebem a beleza lírica da aurora dos dias
Nem tampouco a mágia do cair da noite ao final do entardecer.
Seu cotidiano se resume a preocupar-se com o amanhã,
Apenas compreendam que ele virá queiram ou não...
Vivem precipitamente, agem friamente e amam com cautela.

Bebem apenas uma dose do whisky, jamais embriagam-se
saciando toda sua sede, tomando pelo gargalo até a última gota.
Nunca aproveitam ao máximo o que o mundo tem a lhes oferecer,
Vivem de uma maneira absolutamente mecanizada e monótona,
Sem beleza, sem aventura, sem ousadia... é uma vida vazia.

Sinto que a beleza permanecerá eternamente enclausurada
Nas profundezas do olhar dos que a vêem,
E os que a vêem são poucos... na verdade são raros
Muitos entitulam-os de loucos... entretando seria loucura deleitar a vida?
"Tu não tens direito a não ser fazer tua vontade" já dizia Crowley.

Pensamentos como esses já foram e são atribuidos à loucura...
Mas se a loucura for a cura da tristeza, a solução dos problemas,
O sentido da vida, então que a insanidade nos domine.