Desperto agora, olho no relógio e fico pasmo
Ele mostra o horário e são três horas da tarde
Penso ser impossível, derrepente noto ao meu lado
A presença de uma desconhecida, opto por não desperta-la
Levanto e ando vagarosamente, de passos leves
Tentando recordar-me do que sucedeu-se na noite anterior
Mas é em vão, nada, nem um vestigio de memória...
Sinto uma forte vertigem, em meus timpanos sinto as badaladas de mil sinos
Dirijo-me ao banheiro lavo o rosto,
Vou à cozinha pego um garrafa de whisky
Encontro uma carteira de cigarros, pego meu isqueiro
Sento confortavelmente em minha poltrona,
Dou uma tragada no cigarro e tomo um longo gole direto do gargalo
O telefone toca derrepente, é alguém que eu desconheço
Entretanto que fala tão naturalmente comigo que aparenta ser um amigo de infância Talvez há muito esquecido, conta sobre a noite anterior, sobre meus exageiros,
Sobre meus delirantes dialogos, minhas atitudes insanas,
Fico perplexo, porém estou aqui um dia mais próximo da morte,
Decido esquecer de vez o que se procedeu e partir para outra noitada
Vivendo um estilo de vida fatalista,
De maneira junkie, desfrutando intensamente cada momento da minha boêmia.
domingo, 26 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Audaciosa interpretação da paixão
A paixão arde como uma chama épica
Dois corpos desejam impetuosamente unificarem-se
A pele que anseia o toque,
As mãos deslizam pelas curvas graciosas dos corpos,
Então o beijo... quando as bocas encontram-se,
Os lábios tocando-se ávidos, o ritmo das batidas aumenta,
A melodia fica mais intensa, a respiração fica ofegante,
Está iniciado o ritual místico que unirá suas almas, corpos e mentes,
Corpos se movimentam de forma harmônica,
Alcançam então o ápice do êxtase,
A fusão se faz e desfaz em um instante
Eles relaxam, um momento de silêncio,
Os dois uniram-se, mesmo que por um breve instante... dois foram um só.
Dois corpos desejam impetuosamente unificarem-se
A pele que anseia o toque,
As mãos deslizam pelas curvas graciosas dos corpos,
Então o beijo... quando as bocas encontram-se,
Os lábios tocando-se ávidos, o ritmo das batidas aumenta,
A melodia fica mais intensa, a respiração fica ofegante,
Está iniciado o ritual místico que unirá suas almas, corpos e mentes,
Corpos se movimentam de forma harmônica,
Alcançam então o ápice do êxtase,
A fusão se faz e desfaz em um instante
Eles relaxam, um momento de silêncio,
Os dois uniram-se, mesmo que por um breve instante... dois foram um só.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Vida oh vida, viva-a
Vago pela noite só, pacientemente almejando assim então compreender
Por que não percebem a beleza lírica da aurora dos dias
Nem tampouco a mágia do cair da noite ao final do entardecer.
Seu cotidiano se resume a preocupar-se com o amanhã,
Apenas compreendam que ele virá queiram ou não...
Vivem precipitamente, agem friamente e amam com cautela.
Bebem apenas uma dose do whisky, jamais embriagam-se
saciando toda sua sede, tomando pelo gargalo até a última gota.
Nunca aproveitam ao máximo o que o mundo tem a lhes oferecer,
Vivem de uma maneira absolutamente mecanizada e monótona,
Sem beleza, sem aventura, sem ousadia... é uma vida vazia.
Sinto que a beleza permanecerá eternamente enclausurada
Nas profundezas do olhar dos que a vêem,
E os que a vêem são poucos... na verdade são raros
Muitos entitulam-os de loucos... entretando seria loucura deleitar a vida?
"Tu não tens direito a não ser fazer tua vontade" já dizia Crowley.
Pensamentos como esses já foram e são atribuidos à loucura...
Mas se a loucura for a cura da tristeza, a solução dos problemas,
O sentido da vida, então que a insanidade nos domine.
Por que não percebem a beleza lírica da aurora dos dias
Nem tampouco a mágia do cair da noite ao final do entardecer.
Seu cotidiano se resume a preocupar-se com o amanhã,
Apenas compreendam que ele virá queiram ou não...
Vivem precipitamente, agem friamente e amam com cautela.
Bebem apenas uma dose do whisky, jamais embriagam-se
saciando toda sua sede, tomando pelo gargalo até a última gota.
Nunca aproveitam ao máximo o que o mundo tem a lhes oferecer,
Vivem de uma maneira absolutamente mecanizada e monótona,
Sem beleza, sem aventura, sem ousadia... é uma vida vazia.
Sinto que a beleza permanecerá eternamente enclausurada
Nas profundezas do olhar dos que a vêem,
E os que a vêem são poucos... na verdade são raros
Muitos entitulam-os de loucos... entretando seria loucura deleitar a vida?
"Tu não tens direito a não ser fazer tua vontade" já dizia Crowley.
Pensamentos como esses já foram e são atribuidos à loucura...
Mas se a loucura for a cura da tristeza, a solução dos problemas,
O sentido da vida, então que a insanidade nos domine.
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