quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vida oh vida, viva-a

Vago pela noite só, pacientemente almejando assim então compreender
Por que não percebem a beleza lírica da aurora dos dias
Nem tampouco a mágia do cair da noite ao final do entardecer.
Seu cotidiano se resume a preocupar-se com o amanhã,
Apenas compreendam que ele virá queiram ou não...
Vivem precipitamente, agem friamente e amam com cautela.

Bebem apenas uma dose do whisky, jamais embriagam-se
saciando toda sua sede, tomando pelo gargalo até a última gota.
Nunca aproveitam ao máximo o que o mundo tem a lhes oferecer,
Vivem de uma maneira absolutamente mecanizada e monótona,
Sem beleza, sem aventura, sem ousadia... é uma vida vazia.

Sinto que a beleza permanecerá eternamente enclausurada
Nas profundezas do olhar dos que a vêem,
E os que a vêem são poucos... na verdade são raros
Muitos entitulam-os de loucos... entretando seria loucura deleitar a vida?
"Tu não tens direito a não ser fazer tua vontade" já dizia Crowley.

Pensamentos como esses já foram e são atribuidos à loucura...
Mas se a loucura for a cura da tristeza, a solução dos problemas,
O sentido da vida, então que a insanidade nos domine.