Desperto agora, olho no relógio e fico pasmo
Ele mostra o horário e são três horas da tarde
Penso ser impossível, derrepente noto ao meu lado
A presença de uma desconhecida, opto por não desperta-la
Levanto e ando vagarosamente, de passos leves
Tentando recordar-me do que sucedeu-se na noite anterior
Mas é em vão, nada, nem um vestigio de memória...
Sinto uma forte vertigem, em meus timpanos sinto as badaladas de mil sinos
Dirijo-me ao banheiro lavo o rosto,
Vou à cozinha pego um garrafa de whisky
Encontro uma carteira de cigarros, pego meu isqueiro
Sento confortavelmente em minha poltrona,
Dou uma tragada no cigarro e tomo um longo gole direto do gargalo
O telefone toca derrepente, é alguém que eu desconheço
Entretanto que fala tão naturalmente comigo que aparenta ser um amigo de infância Talvez há muito esquecido, conta sobre a noite anterior, sobre meus exageiros,
Sobre meus delirantes dialogos, minhas atitudes insanas,
Fico perplexo, porém estou aqui um dia mais próximo da morte,
Decido esquecer de vez o que se procedeu e partir para outra noitada
Vivendo um estilo de vida fatalista,
De maneira junkie, desfrutando intensamente cada momento da minha boêmia.
domingo, 26 de outubro de 2008
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