segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O Homem-máquina

Derrepente sou despertado pelo rúgido estrondante de meu despertador,
Levanto aflito, impossibilitado de desperdissar tempo com um breve desjejum,
O dia começou, saio às pressas para trabalho,
Começo o expediente almejando seu termino
conto as horas, calculo os minutos somando os segundos,
Quando finalmente termina, penso que irá recomeçar amanhã
dedico-me piamente a pensar no trabalho, jamais em mim
permaneço insatisfeito, creio que isso seja normal,
cada dia é um dia mais próximo da morte,
morte da vida que nunca vivenciei,
pareço não me importar com isso, preocupo-me com coisas superflas,
coisas que usarei amanhã, embora talvez esse amanhã nunca chegue
sinto um ódio profundo do meu trabalho entretanto vivo para ele
estou morto e vivo mutuamente, essa é a vida do homem-máquina.

2 comentários:

Miss Sixty disse...

Acho que às vezes eu sou uma 'Mulher-máquina' ;~~
Texto fooooda!

Um Dia Desses disse...

Se me permite,
Sócrates disse: "Sei que nada sei, por isso sou sábio".
Mesmo inconsciente o ser humano pode dizer a verdade, mas a inconsciência e o sono é tão grande que não possibilita a ele, a libertação. Melhor dizendo, as coisas podem ser como você diz, no entanto você não sabe como elas realmente são, pois você não as sente de verdade, se as sentisse, não estaria preso ao universo das máquinas, já estaria livre e não se lamentaria. E escrever como se estivesse não deixa de ser hipocrisia, não deixa de ser faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Aceita-te a ti mesmo.
Trabalhar arduamente, não gostar do que faz, se sujeitar a tudo e sabendo que é errado, que não está bom, é o pior dos erros. É burrice.
Uma coisa é você imaginar-se em um incêndio, outra é você estar. Imaginando, você sai da casa em chamas pela porta da frente trajando terno e gravata. Vivenciando, sua dormência e o raciocínio de certo ou errado desaparecem, a vida surge, você apenas fará o que tem que ser feito.
Mas contudo, diante de sua idade, parabéns pelo seu texto e cuidado, chegará o momento em sua vida em que deverá escolher: o sono ou a consciência, a mecanicidade ou a vida, se não escolher estará fadado a depressão e ao legítimo inferno.